segunda-feira, 30 de junho de 2014

MUITO PRAZER: TENDÃO CENTRAL

         Tendão central para os anatomistas é sinônimo de centro tendíneo, que é a porção tendínea do músculo diafragma. Já para os Osteopatas, tendão central significa a continuidade de uma série de tecido conjuntivo visualizada através de várias estruturas, assim como músculos, tendões, ligamentos, aponeuroses, fáscia, etc, como podemos observar na figura abaixo.


           Se começarmos a explicar pelo crânio, temos que o tendão central inicia-se através das membranas de tensões recíprocas: a foice do cérebro e a foice do cerebelo. A foice do cérebro tem inserção na crista etmoidal e na crista do frontal anteriormente e vai até a protuberância occipital interna posteriormente continuando através da Tenda do Cerebelo que possui uma inserção na porção petrosa dos temporais, no occipital, nos parietais e vai até os processos clinóides posteriores do esfenóide, emitindo um pequeno ramo até os processos clinóides anteriores do esfenoide para formar a tenda hipofisária (diafragma da sela túrcica).



           Na continuidade da foice do cérebro e da tenda do cerebelo, temos a duramáter espinhal, uma membrana inelástica que fixa-se no occipital e vai até a segunda vértebra sacral, transmitindo dessa forma toda tensão pelos receptores da coluna vertebral. E também temos os músculos suboccipitais que estão na parte posterior da região cervical alta (C0-C1-C2). Os músculos suboccipitais são 4, reto maior, reto menor, oblíquo superior e oblíquo inferior.

          Na parte anterior temos os músculos orbicular da boca e bucinador que coordenam o tônus da musculatura da boca e mais internamente os músculos que formam a língua intrinsecamente e extrisicamente (genioglosso, palatoglosso, hioglosso e estiloglosso). Através do músculo estiloglosso fica muito claro a relação da língua com a região posterior do crânio, no caso os músculos suboccipitais.




Além disso também temos na parte anterior os músculos supra-hioídeos(milo-hióide, gênio-hióide, estilo-hióide e digástrico) e os infra-hioídeos (esterno-hióide, omo-hióide, tireo-hióide e esternotireo-hióide) que possuem inserções a nível do crânio anteriormente e posteriormente e interligam com o esterno e escápula.



          Na sequência temos que o tendão central se continua pelo ligamento vértebro-pericárdio, ligamento esse que interliga a transição cérvico-torácica com o saco pericárdio. Depois temos os ligamentos que fixam o saco pericárdio no esterno: ligamentos esterno-pericárdio e ligamentos que fixam o saco pericárdio no diafragma: ligamento frênico-pericárdio. Dessa forma, temos uma relação importantíssima interligando o diafragma através dos ligamentos do saco pericárdio até a transição cérvico-torácica, mostrando a influência direta na disfunções que  podem acometer eles.


Passando pelo diafragma, o tendão central continua-se pelo músculopsoas através de uma conexão direta do ligamento arqueado medial. Sendo que um espasmo do psoas pode influenciar diretamente na respiração através do diafragma, e repercutir até a transição cérvico-torácica a nível postural, podendo chegar nas membranas de tensão recíprocas do crânio provocando congestão venosa e diminuição do aporte sanguíneo, e o paciente relatar queixas de cefaléias por exemplo.




      Vale salientar, que nos livros do François de Osteopatia, ele coloca também o ligamento falciforme do fígado relacionado com o tendão central. No caso o ligamento falciforme tem uma relação do diafragma com o fígado, e ele continua-se pelo ligamento redondo que vai até o umbigo e na sequência continua-se pelos ligamentos suspensores da bexiga (uraco), levando essa tensão até os músculos do assoalho pélvico.


O tendão central tem uma importância significativa nos tratamentos osteopáticos, pois a grande maioria da causa dos problemas dos pacientes encontra-se presente em uma de suas estruturas.
O fisioterapeuta especialista no assunto, é capaz de observar no seu paciente a propagação dessas tensões através de uma boa avaliação.


quarta-feira, 27 de julho de 2011

PILATES E OSTEOPATIA – UMA PARCERIA DE SUCESSO


O Pilates é uma atividade física dinâmica e de baixo impacto que se faz através de uma variedade de exercícios, aparelhos e acessórios que objetivam alongar, tonificar e tratar o corpo de forma harmônica e global.

O método Pilates tem como princípios básicos a respiração, o controle do movimento, concentração, alongamento axial e trabalho abdominal constante, que chamamos de “Power House”. Todos esses itens contribuem para a melhora da consciência corporal, da postura e do bem estar geral devido a associação dos alongamentos e da respiração (sensação de relaxamento e diminuição do estresse).

É indicado para homens e mulheres de todas as idades!

FINS ESTÉTICOS: O pilates melhora a postura e tonifica a musculatura, deixando os músculos mais definidos.

ATLETAS: prevenção e tratamento de lesões esportivas, para treinos e competições com menor risco de lesões (pela melhora da flexibilidade e contratilidade muscular);

CRIANÇAS, ADOLESCENTES E ADULTOS: Prevenção de dores e problemas que acometem a coluna vertebral. E também tratamento de patologias da coluna vertebral, ombros, joelhos, etc.

IDOSOS: aprimorar o equilíbrio, os reflexos e a força muscular importantes para evitar quedas e melhorar as condições físicas (relação com a osteoporose).

GESTANTE: melhorar as condições do assoalho pélvico (equilíbrio entre as forças de contenção e expulsão) e do abdômen, diminuindo, assim as dores na hora do parto e, especialmente, para obter maiores condições de retorno corporal no pós parto.

Benefícios gerais:

1. Correção postural,
2. Melhora da consciência corporal,
3. Melhora da flexibilidade, dinâmica e eficiência dos movimentos,
4. Melhora da estabilidade da coluna vertebral e demais articulações,
5. Melhora da força (funcional) e da resistência muscular,
6. Melhora o equilíbrio, a coordenação motora e a concentração,
7. Aprimora o trabalho respiratório e o sistema cardiovascular,
8. Alivia dores crônicas,
9. Melhora do estresse por diminuir tensões (maior relaxamento),
10. Favorece o sistema circulatório e a drenagem linfática.

Todos esses benefícios do Pilates associado a um tratamento osteopático prévio, que visa restabelecer o equilíbrio corporal, através de manipulações manuais, tem demonstrado grande eficiência para o tratamento mais duradouro de paciente com problemas crônicos, como lombalgias, lombociatalgicas, cervicalgias, cervicobraquialgias, dores nos ombros, joelhos, tornozelos e problemas tensionais e posturais.

Entre em contato conosco para maiores informações.


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